14 – Chapati da Rita Lobo e a ancestralidade mágica

Queridos leitores, creio estar enferrujada na arte de fazer posts, afinal minha relação com os textos esteve de molho por pouco mais de um ano! Mas a saudade bateu na minha porta hoje e trouxe uma mudinha de inspiração, vou botar água e ver crescer novamente!

Enfim..

Hoje eu sentei na mesa da cozinha, pequei meu livro lindo da Rita Lobo e lembrei instantaneamente que já faz tempo que queria fazer chapati (pão indiano) e que tinha uma receita no livro dela. Tinha fome, preguicinha e ando achando que uns dois quilos a menos me cairiam bem, então queria uma opção light pois meu almoço já tinha sido uma orgia gastronômica.

Chapati parecia moleza, leve, gostoso e muito significativo. Fechado, era isso!

São 4 ingredientes básicos, trigo, sal, óleo e água. Mistura com as mãos.. e o clima começou a rolar nessa hora! Foi lindo, olhei minhas mãos, tirei a aliança (mania de cozinheiros… por poder conter bactérias e outros brindes indesejáveis sempre tiramos anéis e outros adereços) e fiz uma prece… Queria ser digna de fazer o meu pão com minhas mãos. Simples assim, mas cheio de significado.

20160415_190759

Sou dessas que toda vez que vai ao mercado compra um sachet de fermento de pão naquele sentimento: Uma hora eu tomo coragem e faço um pão! Mas essa hora nunca chega… e o sachet vence e vai pro lixo.

20160415_192132

Acho que não tem coisa mais básica, primária e elementar na cozinha do que fazer pão. E não parece possível se colocar na frente dos ingredientes do pão e não pensar que é isso que trouxe a humanidade até aqui. Que é isso que simboliza a comunhão. Que é isso que é o sustento básico de todo e qualquer povo, desde sempre.

Pão é vida! Pão é lindo de viver!

E esse é um dos pães mais primitivos que a humanidade desenvolveu, simples de tudo.. mas com uma energia incomum. Com um brilho dourado que é mais do que trigo, sal com óleo e água tostado. Acho que esse brilho é a alma do pão.

Como é sexta e eu tava mesmo atrás de uma comida prática, para acompanhar o pão mágico eu apenas aqueci manteiga clarificada num potinho e no outro coloquei zatar e azeite. Não precisou de mais nada. Fiz uma linda ligação com a ancestralidade atemporal e comi com gosto meu próprio pão cheio de luz!

20160415_194003

Amar, misturar, sovar, descansar, bolear, amassar, assar, degustar, amar, misturar..

Comer e ser feliz!

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s