11 – Suflê de verdade e o mistério do sorvete de baunilha

Sempre achei que aquele prato que me serviam como suflê era uma tortinha salgada. Amo as tortinhas salgadas, então o sabor e textura do pseudo suflê sempre me trouxeram alegria. Mas sabe aquele anjinho que fica no ombro, então, ele me soprava assim: tem alguma coisa errada aí…

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Verdade, essa dúvida me sonda desde a mais tenra idade. Não sei como, nem porque, mas eu sempre desconfiei da autenticidade do suflê. Bom, nunca é tarde para descobrir as coisas.

Inclusive tem uma história muito engraçada de um dia que eu seria seduzida com uma sobremesa de frutas flambadas com sorvete de baunilha, era  um jantar romântico com tudo que tem direito e eu levaria o sorvete.

Hahahaha, só de lembrar eu me divirto! Minha missão era ser eu mesma, natural e com meu sorriso no rosto e um pote de sorvete nas mãos, não parecia tão complicado. Claro que eu tinha aquela insegurança de início de romance e aquele panapaná no estômago, mas jamais achei que o complicado da história seria o sorvete.

Chego ao mercado e vasculho por muitos minutos todos os freezers, checo todos os potes e respiro fundo, ligo pro gato e digo em pânico: querido, não encontro sorvete de baunilha, tem todos os sabores, menos baunilha! Acho que vou levar de creme, tudo bem?

Kkkkkkkkkkk… nessa hora eu fui gentilmente informada que sorvete de creme é sorvete de baunilha, ora pois! Não por coincidência aquela florzinha linda está desenhada no pote de sorvete de creme. Enfim, nunca é tarde para descobrir o óbvio.

Fui pesquisar o que era um suflê.

É uma base, nos salgados costuma-se usar um bechamel e nos doces um creme de confeiteiro, agregada de algum recheio e claras em neve. Simples assim.

Então minha primeira pergunta foi: o único trigo que tem é o do bechamel? Sim! O anjo do ombro estava certo!

Refoguei cebola, fiz um bechamel clássico e enriqueci com gemas, coloquei espinafre branqueado, cenourinhas em fatias, champigon fresco laminado e as claras em neve, batidas à mão porque minha batedeira da vovó estragou na hora H. Por sorte eu tive reforços e ganhei as claras batidas no ponto ideal. Mistura levemente, salpica parmesão e forno.

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Parece bem simples, mas por algum mistério que eu ainda não desvendei, esse processo levou 1:45 h. Comemos em 15 minutos, mas estava in-crí-vel, tudo vale a pena quando aquela delícia quentinha, levíssima e fofinha está na boca! Nunca havia comido nada igual, um casamento perfeito entre texturas e sabores!

Comer e ser feliz!

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8 – Uma faca e seus dois gumes – Parte 3

Quanto mais eu estudo as facas e cortes, mais desesperador isso fica!

No início, achei que encontraria um método simples de conhecer os cortes e como aplicar isso, na minha ingenuidade eu via uma cartilha – que ainda não encontrei tão completa e didática quanto eu preciso.

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Bom, aí eu lembrei que escrevo aqui e é como eu fazia para estudar na escola.. Algumas vezes os livros não apresentavam as coisas como eu queria, então eu fazia minhas anotações em folhas de A4, e agregava isso aos meus livros, eu carinhosamente às chamava de “cola”, já que eu colava no livro. Foi muito nostálgico lembrar disso, fui até ver se achava um resumex e achei, que bonitinho!

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Mas vamos deixar a trasncriptase reversa de lado e vamos voltar às facas!!!

Pelo que pesquisei, na internet e nos livros Facas e Cortes, Técnincas de Cozinha Profissional e Enciclopédia da Gastronomia Francesa, temos muitos cortes diferentes, isso só falando de legumes, fico imaginando o que virá quando chegarem as carnes! Dividi em 3 classes: Redondos, Retos e Diversos:

 

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– Utilização das partes da lâmina:

Ponta (parte mais fina e estreita): para trabalhos delicados e itens pequenos (pimentas, cogumelos, fava de baunilha…)

Centro da lâmina: para cortar legumes, temperos, carnes…

Base ou apoio da lâmina (próximo ao gavião): para cortar itens mais duros, que necessitem de mais força.

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Agora o jeito é pegar minha colinha e praticar!!!

Comer e ser feliz!